Nunca foi tão difícil encontrar um emprego estável como hoje. Apesar de, em média, terem mais habilitações curriculares do que as gerações que os precederam, os jovens portugueses de hoje, correm o sério risco de se tornarem numa geração sem esperança.

Uma reportagem de Ana Cristina Pereira, publicada no Públicorelata a situação do Reino Unido com base num aviso dos autores de um estudo encomendado pela organização não governamental Prince’s Trust.

Em Portugal, não há qualquer estudo equivalente a este – financiado pelo príncipe Carlos – que auscultou 2088 britânicos. Mas, o Instituto Nacional de Estatísticatem indicadores disponíveis e o Eurostat acaba de actualizar o essencial: em Novembro, o desemprego nos jovens até aos 25 anos estava nos 18,8 por cento, abaixo da média da União Europeia (21,4 por cento). Nos extremos, a Holanda (7,5) e a Espanha (43,8).

No ano lectivo 2007-2008, estavam inscritos no ensino superior 377 mil alunos – mais 20 por cento do que em 1995-1996. No final, as universidades mandaram para o mercado mais de 83 mil diplomados – mais 16 por cento do que no ano anterior. Hoje, há cada vez mais licenciados a trabalharem a recibos verdes e, também, nos call center.