Tierri Rodrigues é o último da fila de cerca de 40 pessoas que aguardam pela abertura da embaixada de Moçambique em Portugal. Tem 43 anos e vai apenas entregar os últimos documentos que lhe irão assegurar um visto turístico para Moçambique, com a validade de 60 dias. Apesar da natureza do visto, Tierri Rodrigues assume que vai à procura de trabalho que não encontra em Portugal há quatro meses. "Tenho contactos de empresas, mas não tenho nada garantido".

Engenheiro técnico civil, formado no ISEL, Tierri Rodrigues vai usar parte do dinheiro que recebeu da indemnização por despedimento para investir na sua viagem até Maputo, a capital moçambicana. "Familiares e amigos deram boas indicações" sobre o país e sinais de que "há lá muito trabalho". É em casa de amigos que irá ficar durante a sua estada em Moçambique e está confiante de que encontrará aquilo que lhe falta cá, emprego.

E porque não Angola, onde também existem muitas ofertas de trabalho? "Quero voltar a casa vivo", responde. Tierri, em contrapartida, tem boas referências de Moçambique: "há mais segurança e o povo sociabiliza melhor com os portugueses".

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