Sejam quais forem as consequências do pedido de resgate que Portugal, previsivelmente, fará, às instâncias internacionais, o país, e todos nós, devemos repensar a nossa vida. E se, de repente, ficássemos numa espécie de limbo entre a Europa e o Portugal dos nossos pais e avós? Corre-se esse risco. Objetivamente, e olhando para o exemplo da Grécia e da Irlanda, a população portuguesa deixará de viver segundo padrões europeus. Ai ele é isso? Então, a resposta (em nome da sobrevivência) poderá ser a de deixarmos de nos comportar como tal. Na verdade, sairemos do "clube dos ricos". Em breve, teremos de assumir o nosso terceiro-mundismo.

Fomos nós os principais culpados da situação a que chegámos. Mas foi, também, a Europa, a sua falta de solidariedade com os seus mais fracos, que nos deixou cair. A Europa impôs-nos um conjunto cada vez mais apertado de regras. Dispensávamos a maioria. Outras, bem pensadas, ideais para ricos, tornam-se, objetivamente, antieconómicas, quando os países empobrecem. Do calibre da fruta às exigências relativas ao funcionamento de um restaurante. Ler versão integral do artigo na Visão.