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“Europa pede ajuda à China e à Rússia para ser resgatada”, titula o diário económico Expansión, que considera que “os dirigentes europeus procuram em contrarrelógio um abrigo sólido” capaz de ajudar os países em dificuldades. O diário observa que a UE negocia “os créditos preventivos dos quais a Itália e a Espanha poderão beneficiar”, os países que correm mais risco de sofrer com um incumprimento parcial grego que poderá rondar os 60%. Para o diário económico, os créditos concedidos por países como a China, a Rússia e talvez a Noruega, assim como o FMI, através de um “Special Purpose Vehicle” [estrutura especial] poderão contribuir para o aumento do Fundo Europeu de Estabilidade Financeira, que deve atingir 2 biliões de euros. Esta solução não precisará de ser aprovada pelo Parlamento alemão, o que será “um alívio” para Angela Merkel, observa Expansión. Mas “certos analistas receiam esses créditos provenientes de países como a China ou a Rússia”, que poderão procurar retirar vantagens políticas, conclui o diário.