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"A vida é a coisa mais importante. E quando há vida, a segunda coisa mais importante é a liberdade. E quando se dá a vida pela liberdade, não se consegue distinguir qual é a mais importante". Esta citação de Marek Edelman, o último comandante do levantamento do Gueto de Varsóvia, falecido no dia 2 de Outubro, aos 87 anos, "reflecte a sua filosofia de vida: sem concessões, resolutamente honesto, inabalável nos seus princípios", escreve o Gazeta Wyborcza, que lhe consagrou a primeira página no dia 3 de Outubro. Aquando do levantamento contra as forças alemãs, em 1943, Edelman “levantou o moral das pessoas durante o desesperado combate – não no sentido de viverem, porque poucos sobreviveram – mas para terem uma morte digna”. Após a guerra, foi cardiologista, membro do sindicato Solidariedade e prisioneiro durante a lei marcial instaurada em 1981. Em 1968, recorda o jornal, recusou-se a deixar o país, porque se considerava o “guarda dos túmulos dos judeus”.