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“Pensões, impostos sobre a propriedade e emprego: o plano de Monti”, titula o Corriere della Sera, resumindo o discurso do novo primeiro-ministro, a 17 de novembro, no Senado. A equipa de ministros tecnocratas de Mario Monti ganhou a confiança das duas câmaras do Parlamento e apenas a secessionista Liga do Norte votou contra.

No seu discurso de 17 de novembro Monti admitiu a necessidade de outro orçamento de austeridade que pode ascender a onze mil milhões de euros. “Como defensor do mercado livre e de uma sociedade aberta, Monti decidiu dedicar o seu Governo aos jovens e às mulheres – cuja marginalização constitui um enorme desperdício de recursos e um obstáculo ao crescimento – e reduzir as desigualdades no mercado de trabalho”, diz o editorial do Corriere.

“Mas [Monti] não pode ignorar a anterior maioria”, de cujo apoio parlamentar precisa e que recusa reintroduzir o imposto sobre a propriedade abolido em 2008. O amplo consenso que rodeia o antigo comissário europeu não deve ser tido como garantido, acrescenta o Corriere, lembrando que depois da sua surpreendente saída do poder Silvio Berlusconi demonstrou a sua fúria ao dirigir-se aos senadores do seu partido a quem falou de “suspensão da democracia” e avisando que o novo Governo durará “enquanto nós quisermos que ele dure”.