Cover

O século Lévi-Strauss”. Com uma fotografia de página inteira na capa, o Libération presta uma sentida homenagem ao fundador da antropologia moderna, que nos deixou no dia 30 de Outubro, com 100 anos de idade. A sua obra Os Tristes Trópicos [Edições 70] – relato dos seus encontros com os índios do Brasil –, publicada em 1955, fez dele um escritor e cientista mundialmente conhecido. O estruturalismo – investigação das “estruturas universais” que governam as sociedades – tornou-se a marca do seu pensamento, mas os seus escritos abalaram igualmente a antropologia, a etnologia, a filosofia, a linguística e a psicanálise. O maior contributo de Claude Lévi-Strauss, resumeo Libération, é “a negação de qualquer superioridade de uma cultura sobre outra”. “O seu desaparecimento será sentido em Harvard e em Yale, no Brasil e em todas as universidades do mundo”, sublinha, noLe Figaro , Jean de Ormesson, seu companheiro na Academia Francesa: “Era talvez o último intelectual francês de dimensão tão amplamente internacional”.