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“Temos um problema: o gás evaporou”, titula o Dziennik Gazeta Prawna, comentando um relatório do Instituto Geológico Polaco (PIG) publicado a 21 de março, que sugere que a Polónia poderá ter entre 346 a 768 metros cúbicos de depósitos de gás de xisto extraível, cerca de sete a 15 vezes menos do que o estimado anteriormente.

Após as avaliações do último ano pela US Energy Information Administration (EIA), que estimou que a Polónia tinha 5300 mil milhões de metros cúbicos em reservas de gás de xisto, as notícias podem deitar por terra as expectativas de que a Polónia poderá libertar-se das importações de gás da Rússia nos próximos 300 anos.

O Rzeczpospolita alerta que ainda que o número máximo de depósitos de gás de xisto na Polónia atinja os 1920 mil milhões de metros cúbicos, o relatório poderá conter o entusiasmo das empresas polacas e internacionais em investir grandes quantias de dinheiro em licenças para prospeções e testes de perfuração”. Num tom mais positivo, o diário conservador adianta que

mesmo que a Polónia não se torne o principal exportador mundial, [o valor de gás de xisto] registado e considerado extraível deverá responder à procura de gás do país por um período de 35 a 65 anos! Uma perspetiva difícil de conceber há uns anos atrás”.