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Depois de ter passado quatro meses, sob falsa identidade, dentro do PVV (Partido para a Liberdade), como estagiária, a jornalista do semanário HP/De Tijd, Karen Geurtsen, publica a primeira de três reportagens sobre o partido xenófobo de Geert Wilders. Geurtsen, que conseguiu fazer parte da equipa de Wilders sem nenhum problema, quis “investigar a perigosidade” do partido do homem mais controverso da Holanda. Nesta primeira parte de “Diário do PVV”, a revista publica uma primeira revelação: Wilders terá admitido, internamente, que a sua proposta apresentada em Setembro do ano passado, para que as mulheres que usam véu tivessem de pagar uma taxa, ia longe de mais, coisa que se apressou a desmentir. A iniciativa do semanário não provocou, apenas, reacções positivas: alguns leitores acusam-no de “espionagem infantil” para atrair leitores e de praticar um “jornalismo de sarjeta”, enquanto que o seu concorrente NRC Next denuncia a falta de deontologia.