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"A Fiat divide-se e arranca de novo", diz a manchete de La Stampa, no dia a seguir à passagem de testemunho de Luca Cordero di Montezemolo apra John Elkann, à frente da maior empresa italiana. O regresso da Fiat ao seio da família Agnelli coincide com a apresentação de um novo plano empresarial, que prevê a separação entre a actividade automóvel e as outras, bem como novas alianças globais, salienta o diário, que pertence àquele grupo empresarial de Turim. Na opinião do economista Mario Deaglio, tais alianças são coerentes com a perspectiva de um "mercado global, com muito poucos fabricantes, para os quais o limiar de sobrevivência está estimado em 6-7 milhões de veículos por ano". Uma política marcada, nos tempos mais recentes, pela aquisição da Chrysler pela Fiat e pelo recente acordo entre a Renault e a Daimler. Numa situação de fraca actividade, o plano é "um primeiro contributo para a preparação da nova Itália económica, que vai emergir da crise actual", conclui liricamente Deaglio.