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Está posta de parte a hipótese de uma eventual coligação governamental de direita que inclua o partido populista e islamófobo de Geert Wilders (terceiro classificado nas legislativas), explica o Trouw. Uma semana depois das eleições, Uri Rosenthal, que tinha a seu cargo explorar as possíveis alianças, chegou à conclusão de que "não é viável uma coligação entre o VVD [liberais]*, o PVV* [o partido de Wilders] e o CDA [democrata-cristão]". Maxime Verhagen, líder do CDA, recusou encetar negociações enquanto o VDD e o PVV, os grandes vencedores das eleições legislativas de 9 de Junho, não chegassem a acordo sobre as grandes linhas de actuação política. Wilders, que deseja chegar ao Governo, acusa os democratas-cristãos de terem anquilado a coligação mesmo antes de ter sido criada. Neste momento, Rosenthal vai tentar a possibilidade de uma coligação "violeta" entre liberais, trabalhistas, liberais-democratas e verdes.