Na véspera de uma nova cimeira “crucial” para o futuro da UE e da moeda única, a 18 e 19 de outubro, em Bruxelas, Berlim anuncia novas propostas para tirar a UE da crise. “O ministro alemão das Finanças, Wolfgang Schäuble, tem um plano para uma importante reforma da união económica e monetária da UE ao reformar as instituições europeias”, anuncia o site do semanário alemão Die Zeit.

O projeto apresentado por Schäuble visa, sobretudo, atribuir mais poderes ao comissário europeu dos Assuntos Económicos e Monetários, reduzindo em parte a soberania orçamental dos Estados-membros. Este comissário teria ainda direito de veto no orçamento de um Estado-membro em caso de défice demasiado elevado.

Markus Sievers, do Frankfurter Rundschau, é mais crítico na medida em que

alterações desta dimensão ao Tratado Europeu exigem tempo. Sobretudo no atual clima de euroceticismo que se regista em inúmeros países, seria muito difícil aprovar estas medidas.

Segundo Markus Sievers, Schäuble estaria a tentar antes de mais desviar a atenção dos problemas que o Governo alemão está a enfrentar para encontrar novos fundos de resgate para a Grécia:

Poderá aliviar as críticas à coligação [do Governo]. Mas ninguém acredita que isto seja suficiente para as acalmar.