Durante três anos, até finais de 2008, a União Europeia e os Estados Unidos mantiveram secretamente "diálogo" sobre as regras internacionais para a luta antiterrorista, revela o Le Monde. Com efeito, tiveram lugar catorze reuniões, em Estrasburgo, Bruxelas e Nova Iorque, entre John Bellinger, o conselheiro jurídico do Departamento de Estado noret-americano, e os conselheiros dos ministros dos Negócios Estrangeiros da UE. Na ordem do dia, "os desvios da Administração Bush (…), a tortura, as detenções secretas, o campo de Guantanamo". "Foi assim encetado o 'diálogo Bellinger', longe da vista dos meios de comunicação social, quando estoirou o escândalo dos voos secretos da CIA na Europa", escreve o diário. Estas reuniões levaram os europeus a formular a sua posição, num documento intitulado "Os elementos", que "fixa o quadro no qual a UE deseja inscrever qualquer cooperação antiterrorista" e que será enviado em breve à secretária de Estado Hillary Clinton. O objectivo é chegar a uma proclamação solene UE-Estados-Unidos sobre antiterrorismo e valores comuns, em 2010.