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Muammar Kadafi está de novo em Roma e faz-se notar, graceja L'Unità. À semelhança da controversa visita de 2009, o líder líbio deslocou-se com o habitual séquito feminino de guardas pessoais, montou uma tenda no jardim do embaixador e reuniu-se com 500 raparigas – contratadas a 70€ cada pela agência de assistentes – das quais terá convertido três ao islamismo. "O islão deveria ser a religião de toda a Europa", terá afirmado o líder líbio, suscitando a cólera dos católicos no Governo e comprometendo o seu grande amigo Silvio Berlusconi, que comentou "Faz parte da tradição". O acordo de Bengasi continua a suscitar uma grande controvérsia, por ocasião do segundo aniversário, celebrado agora por Muammar Kadafi. Para além das cláusulas infamantes anti-imigração e da pesada compensação pela ocupação italiana do Norte de África na primeira metade do século XX, refere o diário, este acordo é apontado como tendo aberto as portas à entrada libanesa em Itália e contribuído para a "viragem mercantilista" na sua política externa, lamenta o deputado Matteo Mecacci.