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"Cabul, a Itália vai-se embora em 2011", titula La Repubblica. A morte de quatro militares italianos, dia 9 de outubro, numa emboscada na província afegã de Rafah, relançou o debate sobre a duração e as modalidades da participação italiana na missão da ISAF (Força Internacional de Assistência para Segurança). O Governo tenta encontrar uma estratégia para sair de um conflito cada vez menos popular: segundo La Repubblica, Silvio Berlusconi terá negociado com Washington a retirada do contingente italiano em 2011 em troca do envio de mais instrutores para o exército afegão. Para além disso, o ministro da Defesa anunciou a sua intenção de equipar bombardeiros italianos, atualmente destinados em exclusivo a missões de reconhecimento, para defender melhor os militares. Este facto irá ser a enésima violação da Constituição italiana que, recorda La Stampa, proíbe a guerra enquanto instrumento que atenta contra a liberdade dos outros povos e como meio de resolução de controvérsias internacionais".