Os Estados-membros estão a ver “à lupa” a questão do dinheiro dedicado aos ciganos, escreve o Evenimentul Zilei à margem de uma conferência sobre “a contribuição dos fundos europeus para a integração da população cigana”, organizada em Bucareste e em várias outras cidades romenas pela Comissão Europeia. O comissário para os Assuntos Sociais e a Inclusão, o húngaro László Andor, aproveitou para anunciar que o grupo de trabalho – criado pelo executivo de Bruxelas, há um mês, para verificar como é que os Estados-membros usam os fundos destinados a esta etnia – entregará o seu relatório no próximo mês de dezembro.

“Queremos saber onde é que esses fundos não foram utilizados”, precisou o comissário, que acrescentou que “a primeira estratégia europeia para a integração dos ciganos, obrigatória para todos os Estados membros”, será apresentada na primavera de 2011. Esta conferência e esta reflexão têm lugar no momento em que a França re-enviou para os seus países cerca de mil ciganos de origem romena e búlgara, o que László Andor qualifica como “acontecimento infeliz”. O comissário referiu, também, aquilo a que chamou “o paradoxo da Europa”: “Num continente rico, os jovens ciganos crescem em guetos urbanos ou em aldeias isoladas.”

A Roménia, por exemplo, recebeu mais de 30 milhões de euros para a integração dos ciganos desde a sua adesão à UE, em 2007, escreve o Evenimentul Zilei. Apesar de algumas iniciativas terem dado bons resultados, “a descentralização administrativa colocou esses projetos nas mãos dos autarcas, que não empregaram o dinheiro como deviam”, afirma o diário.