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Luta de poder na cúpula do BCE”, escreve o Handelsblatt. Segundo rumores que circulam há dias nos corredores do Banco Central Europeu, Paris apoiaria Dominique Strauss-Kahn, atual diretor-geral do Fundo Monetário Internacional, para suceder a Jean-Claude Trichet na liderança do BCE, em novembro de 2011. “Esta indiscrição é considerada prejudicial para o líder do Bundesbank*, Axel Weber”, comenta o diário. Favorito desde há muito tempo, Weber isolou-se ao criticar a decisão do BCE de comprar obrigações de Estados muito endividados. “O nome de Strauss-Kahn dá a ideia do perfil do próximo presidente do BCE”, diz o *Handelsblatt. que acrescenta: “Um pragmático, não um dogmático. Um gestor de crise com sentido das necessidades políticas e não um banqueiro central fixado nos perigos inflacionistas”. É improvável, contudo, que o BCE continue a ser presidido por um francês. E o próximo favorito pode ser Mario Draghi, presidente do Banco Central Italiano.