“Exceção cultural: a França consegue obter o apoio de 13 países da União”, escreve o jornal La Tribune, que adianta que a ministra da Cultura francesa, Aurélie Filipetti, conseguiu convencer 13 dos seus homólogos a assinar uma carta, enviada à Comissão Europeia e à presidência irlandesa da UE para excluir o cinema e o audiovisual do projeto de Acordo de Comércio Livre com os Estados Unidos.

O texto foi rubricado pelos representantes da Alemanha, Áustria, Bélgica, Bulgária, Espanha, Hungria, Itália, Polónia, Portugal, Roménia, Eslováquia e Eslovénia. O diário económico explica que

a ministra declara que “através desta carta, são catorze os Estados europeus, que representam uma grande maioria da população da UE” – constatando-se a ausência do Reino Unido e da Holanda – que pedem a manutenção desta ‘exceção cultural’ que consiste em excluir os serviços audiovisuais […] de qualquer compromisso de liberalização comercial, face ao “poder da indústria audiovisual americana”.

O jornal anuncia que o projeto de Acordo de Comércio Livre com os Estados Unidos estará na ordem do dia da reunião dos ministros da Cultura europeus, no dia 17 de maio.