No dia 8 de Maio de 2002, um atentado causou a morte de 11 engenheiros e técnicos franceses da DCN (Direcção das Construções Navais), em Carachi. Desde o início, os investigadores apontaram para uma pista islamista. Mas há alguns dias, revela o Liberation, vem sendo avançado outro cenário: o de uma retaliação dos serviços secretos paquistaneses, após a recusa de Paris em pagar às autoridades de Islamabade as comissões prometidas à margem de um contrato sobre a venda de submarinos ao Paquistão, assinado em 1994.

O diário acrescenta que esta hipótese tinha sido evocada logo a seguir ao atentado e seguidamente afastada, e que foi agora qualificada de "ridícula e grotesca" pelo Presidente Nicolas Sarkozy. "Já é tempo de a França se dotar dos meios para trazer à tona toda a verdade sobre o que está por detrás do atentado de Carachi. Ninguém se pode contentar com uma irritação presidencial que raia a indecência", considera o Libération.