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A 8 de julho, o Papa Francisco visitou Lampedusa, a ilha italiana que se tornou o ponto de chegada para a maior parte dos imigrantes clandestinos que tentam entrar na Europa vindos do Norte de África.

O Sumo Pontífice celebrou uma missa em memória das mais de 18 mil pessoas que morreram, desde 1988, ao tentarem atravessar o Mediterrâneo e deixou um aviso contra a “globalização da indiferença”, noticia o jornal La Repubblica.

O Papa escolheu cuidadosamente o local para a sua primeira visita, escreve Adriano Sofri no editorial do jornal, acrescentando que com pouco tempo de antecedência e sem comitiva oficial: “Não podia ter feito uma escolha nem mais significativa nem mais comovente do que ir a Lampedusa”.

Horas depois, chegaram à ilha cinco barcos transportando 340 pessoas, fazendo subir para 559 o número de imigrantes que ali chegaram num único dia, escreve o diário La Repubblica.