A Política Agrícola Comum com vista a 2020 será “mais ecológica, mais equitativa, mais eficiente e mais eficaz”, assegura o comissário Dacian Cioloş, que apresentou as suas propostas de reforma em 18 de novembro. “Já temos ‘slogan’”, comenta o Libération. Em concreto, o texto propõe sobretudo um re-equilíbrio das ajudas em prol dos pequenos agricultores, dos novos Estados-membros e de uma agricultura mais verde. E “não hesita em preconizar uma limitação das ajudas diretas aos agricultores, medida execrada por Paris e Berlim”, explica o diário francês, que considera que este projeto será, por conseguinte, “um convite bastante ambicioso a um recomeço”, para dar nova legitimidade a uma política que representa cerca de 40% do orçamento da UE. Dacian Cioloş não propõe “nem a opção radical de abandonar progressivamente os apoios aos rendimentos dos agricultores, privilegiando apenas objetivos ambientais, nem uma reforma minimal, visando corrigir simplesmente as disparidades e garantir maior equidade na distribuição das ajudas diretas entre os Estados e os agricultores”, constata Le Monde. A nova PAC não será, pois, “nem o ‘statu quo’, como queriam os dois grandes beneficiários da atual PAC – França e Alemanha –, nem uma diminuição drástica dos apoios, como reclama a Grã-Bretanha”, conclui Les Echos.