Em meados de Junho, ficou a saber-se que, em 2008, a Nokia-Siemens Networks vendeu ao Irão a tecnologia necessária para o regime analisar e censurar as informações que circulem na Internet. Sabe-se agora que a sucursal dos gigantes finlandês e alemão tinha considerado inútil pedir uma autorização de exportação ao Governo alemão.

Não queremos negócios com os mulás”, destaca o Tageszeitung, que anuncia que um grupo de políticos de todas as correntes reclama que sejam tomadas medidas, depois deste negócio. “Não é do interesse alemão apoiar a ditadura no Irão”, considera um deputado do CDU, o partido da chanceler Angela Merkel. Legislar neste domínio parece, contudo, improvável, já que as entregas da Siemens foram realizadas numa zona jurídica indefinida. Por antecipação, pede-se à Siemens que se regule por padrões morais nestas exportações, ainda que “não se possa pedir isso a nenhuma empresa”, concede uma deputada social-democrata.