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"Luz verde para a reforma, rebelião nas universidades", titula La Repubblica, após o parlamento ter aprovado a lei que recebeu o nome da ministra da Educação – Maria Stella Gelmini – e que introduz novas regras de recrutamento, incluindo contratos temporários para os investigadores, num sistema mais assente no mérito. A 30 de novembro, os estudantes manifestaram-se em todas as cidades universitárias, bloqueando estradas e estações ferroviárias, um protesto que se estendeu aos estudantes Erasmus noutras cidades europeias, diz La Repubblica. Os partidos da oposição apoiam os seus protestos de que esta lei irá fragilizar o ensino e a investigação. No entanto, a economista Irene Tinagli afirma em La Stampa que "as reformas não vão afetar as universidades, mas a falta de fundos sim. A luta contra os cortes é outra questão e não deve ser encarada como um jogo político”.