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A 7 de novembro, a coligação de extrema-esquerda Syriza apresentou uma moção de censura contra o Governo de Antonis Samaras, depois de, na noite anterior, a polícia ter evacuado a sede da radiotelevisão pública ERT. As instalações da televisão estavam ocupadas por jornalistas despedidos quando a empresa foi encerrada de surpresa, em junho passado.

Para o líder do Syriza, Alexis Tsipras, a operação da polícia constitui “um atentado à democracia”. Mas, avisa Ta Nea, não há a mínima dúvida de que Samaras obterá a confiança do Parlamento, porque a sua coligação governamental com os socialistas do Pasok conta com 155 dos 300 deputados.

Assim, escreve o diário, a moção transforma-se num “presente” para o Governo e consolida as fileiras da maioria. Os debates deverão começar na tarde de 8 de novembro e a votação deverá ter lugar à meia-noite de dia 10.