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“Cadeira vazia para Fariñas”, é o título do Gazeta Wyborcza no dia a seguir à cerimónia da entrega do Prémio Sakharov 2010 para a Liberdade de Expressão no Parlamento Europeu. O prémio foi atribuído a Guillermo Fariñas, dissidente cubano de 48 anos, impedido de se deslocar a Estrasburgo pelas autoridades do seu país. A cadeira que lhe estava destinada, coberta pela bandeira de Cuba, permaneceu vazia durante toda a cerimónia. Numa mensagem que enviou aos eurodeputados, Fariñas afirma que os dirigentes cubanos tratam os cidadãos de Cuba como se estes fossem “escravos” e gostaria de ter ido a pessoalmente a Estrasburgo como “representante do povo cubano em luta e dos cidadãos do seu país que deixaram de ter medo do Governo totalitarista”. Disse ainda que iria continuar a lutar. No passado mês de janeiro, Guillermo Fariñas fez uma greve de fome durante 135 dias pela libertação de 42 opositores do regime cubano.