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“Matei durante a Revolução”, é a manchete do România Liberă, que publica o testemunho de Corneliu Stoica, um antigo campeão de tiro, sobre o papel que desempenhou na Revolução de 1989. Quase 21 anos após a queda do regime comunista de Nicolae Ceauşescu, a associação “21 de dezembro 1989” tem revelado alguns dos depoimentos prestados durante a investigação por alguns dos atores da época, antes do fim do inquérito ainda em curso, sobre a morte a tiro de cerca de 1200 manifestantes, que terminará a 22 de dezembro. Stoica terá afirmado que, a pedido de Dan Iosif, um dos colaboradores mais próximos de Ion Iliescu, o líder da Revolução, abateu várias pessoas e fez parte de um grupo de atiradores que abriu fogo sobre os manifestantes no dia 22 de dezembro daquele ano, dia da fuga de Ceauşescu. O seu testemunho, escreve o România Liberă, reforça a tese de um golpe de Estado urdido por Iliescu e Iosif.