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A 17 de dezembro, a Comissão Europeia anunciou a abertura de um processo contra a Alemanha por causa das isenções de taxas para financiar as energias verdes, de que algumas empresas beneficiam. Bruxelas exige que a lei sobre as energias renováveis (EEG) seja alterada, noticia Die Welt.

Atualmente, cerca de 2300 empresas de setores de grande consumo de energia, como o setor químico e as indústrias metalúrgicas, estão isentas da taxa paga pelos particulares e pelos outros setores económicos, num montante que atinge os 23 mil milhões de euros por ano, escreve o diário. A Comissão defende que tal isenção é contrária à legislação europeia sobre a concorrência.

Mas, acrescenta o diário,

o [novo] Governo alemão não partilha dessa opinião e tem, assim, o seu primeiro grande conflito com Bruxelas. A chanceler Angela Merkel declarou perante o Bundestag que “enquanto houver países europeus em que a energia produzida pela indústria é mais barata do que na Alemanha, não vejo por que razão nos acusam de contribuirmos para a distorção da concorrência”.