Cover

“França na primeira linha” é o título de Le Figaro, após a morte, no Níger, de dois jovens franceses, raptados na sexta-feira, 7 de janeiro, em Niamey. Segundo Paris, os reféns foram mortos pelos seus raptores durante um confronto entre os militares do Níger e tropas francesas. “Mais uma vez, a sombra da AQMI, a célula da Al-Qaeda no Magrebe islâmico, está por detrás deste dramático acontecimento, escreve o diário. De facto, em julho do ano passado, a AQMI assassinou um cidadão francês que trabalhava para uma organização humanitária no Níger e, em setembro, no norte do país, raptaram outros cinco franceses que trabalhavam para o gigante nuclear Areva. “Obviamente, a França, mais do que qualquer outro país, está a ser alvo do terrorismo islâmico, nesta região do mundo”, sublinha o editorial do diário conservador que defende, apesar do seu fracasso, a intervenção militar francesa para tentar defender os reféns.