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"Estamos prontos para sair de Mirafiori". O Corriere della Sera reproduz, na primeira página, a ameaça do presidente da Fiat, Sergio Marchionne, que anunciou fechar a histórica fábrica de Mirafiori, perto de Turim, caso os seus 5500 trabalhadores rejeitem o acordo que altera as condições de trabalho, no referendo agendado para 13 e 14 de janeiro. Segundo o Corriere, o acordo assinado no final de dezembro pela maioria dos sindicatos, prevê a flexibilização dos horários de trabalho em troca de um investimento de mais de mil milhões de euros na fábrica. O Sindicato dos Metalúrgicos acusa a Fiat de praticar uma política de "chantagem", na sequência do referendo sobre a fábrica de Pomigliano d’Arco, e de um comportamento antisindical ao excluir as federações que recusem assinar os acordos.