“Durante dois anos as coisas pareceram estar a melhorar, mas o pessimismo regressou aos mercados financeiros”, escreve o De Volkskrant após o índice da bolsa de Amesterdão (AEX) ter encerrado com o valor mais baixo de sempre do ano no dia 16 de outubro: 376,27 pontos, isto é, uma queda de 0,9 por cento num dia. O CAC 40 (Paris) e o FTSE 100 (Londres) perderam ambos 0,5 por cento.

Segundo o diário holandês,

o preço das ações aumentou 17 por cento no ano anterior, uma progressão que se manteve nos primeiros seis meses deste ano. Os acionistas anteciparam a recuperação económica, mas as suas previsões foram contrariadas por um relatório do FMI [Fundo Monetário Internacional], que considera a ocorrência de uma terceira recessão muito provável. […] As previsões pessimistas do FMI foram reforçadas pelos fracos resultados da economia alemã.

O De Volkskrant atribui este pessimismo a sete fatores: a uma possível recessão na zona euro, à deflação, à ameaça do Ébola, ao receio de uma nova crise do euro, a divisões na zona euro sobre a política monetária do Banco Central Europeu, a preocupações financeiras nos Estados Unidos e na China, bem como “à razão mais trivial: quando as folhas de outono caem, os mercados financeiros entram frequentemente em crise. Os crashes financeiros de 1929 e 1987 ocorreram no mês de outubro”.