Em Budapeste, a “escola dos hackers”, uma das filiais da Kürt Academy – líder da segurança informática na Hungria –, forma “piratas informáticos bem-intencionados” escreve o diário francês Libération:

Todos os anos, vinte estudantes escolhidos a dedo recebem uma formação sobre a pirataria ética. […] A Hacker Academy de Budapeste é uma das raras instituições na Europa a oferecer um ano inteiro de aulas repartidas em duzentas e cinquenta horas. Durante dois semestres, os futuros “hackers bem-intencionados” estudam as técnicas dos piratas informáticos que invadem o sistema informática de uma empresa ou de um ministério. Aprendem todos os truques do ciberatacante, adotam falsas identidades para infiltrar redes e fazem estágios práticos antes de lhes ser entregue um “mestrado em piratagem ética” que lhes permitirá proteger melhor uma empresa ou instituição contra o cibercrime.

Apesar de atrair imensos candidatos, nem toda a gente pode integrar a escola, explica o jornal: “o candidato deve ter um registo criminal limpo e passar um teste de segurança nacional organizado pelo Estado”.

A escola dos hackers, a mais recente da Kürt, criada oficialmente em 1989 pelos irmãos Sándor e János Kürti, já despertou o interesse de outros países, realça o Libération, como nomeadamente do Vietname e dos países do Golfo. No entanto, “por motivos de segurança nacional” é impossível organizar esse tipo de formação nessas regiões do globo explica a diretora da academia, Dea Frankó Csuba, no Libération.