Cover

Ao escolher este título para apresentar as implicações da visita do dirigente russo a Budapeste, a publicação mensal de esquerda Magyar Narancs explica que “o Governo húngaro não podia rejeitar esta visita”, mas que “Moscovo também precisa da Hungria”. Para a revista de Budapeste, que não deixa de relembrar as manifestações que ocorreram na capital húngara na véspera da sua visita, no dia 17 de fevereiro, Putin “precisava de provar ao mundo inteiro que ainda existe um país europeu que o apoia”, já que se trata da primeira visita do presidente russo a um Estado-membro da UE após a aplicação de sanções contra Moscovo.

Quanto ao primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, este sublinhou que “mesmo que a Hungria não apoie as sanções, a paz na Ucrânia é um pré-requisito para restabelecer as boas relações entre a UE e a Rússia”. Putin, que está isolado do plano internacional e que enfrenta dificuldades para encontrar novos mercados para os seus bens e serviços, assinou vários acordos económicos com Budapeste, no domínio energético, nuclear, universitário e da medicina.

Para compreender melhor a Hungria de Viktor Orbán, leia o nosso dossiê.