Cover

“Ruby, processo contra Berlusconi”, resume La Repubblica na primeira página, no dia a seguir à decisão da juíza responsável pelos inquéritos preliminares do Tribunal de Milão (no Norte do país) de convocar a comparência imediata do chefe do Governo. A juíza considerou que as provas são suficientes para o julgar por relações sexuais com uma prostituta então menor, Karima El-Mahrug, conhecida por “Ruby Rubacuori”, e por ter pressionado o chefe da polícia de Milão para a libertar, numa ocasião em que foi detida por roubo, em maio do ano passado. “Delitos gravíssimos”, considera o diretor da publicação de esquerda, Ezio Mauro, para quem a crise política que poderia ser desencadeada pelo processo só tem uma solução: “ir a votos e os cidadãos que julguem por eles próprios”. No Corriere della Sera, o editorialista conservador Sergio Romano considera, pelo contrário, que Berlusconi deve enfrentar o processo mantendo o cargo, para “evitar que a legislatura acabe numa sala de tribunal” e mostrar que “a política não se faz no Palácio de Justiça, mas no Parlamento e nas urnas”.