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Em resposta à violenta repressão da insurreição popular por Muammar Kadhafi, "a Europa congela bens líbios", titula o Corriere della Sera, segundo o qual "as participações e os investimentos do presidente num valor entre os 30 e os 40 milhões de euros, em pelo menos cinco países europeus, serão suspensos por Bruxelas". Esta medida, que irá entrar em vigor às primeiras horas do dia 8 de março, abrange diversas empresas cujos fundos soberanos líbios se encontram entre os principais acionistas, como é o caso da ENI, da BP e da Shell (hidrocarbonetos), da Unicredit e do BNP (banco), da Juventus (futebol) e da Vodafone (telecomunicações). Enquanto isso, o afluxo de refugiados provenientes do Norte de África continua, acrescenta La Stampa: desembarcaram mais de 1700 nestas últimas 24 horas na ilha de Lampedusa, cujas estruturas de acolhimento estão à beira do caos.