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Após a decisão de Angela Merkel de examinar a segurança de todas as centrais nucleares alemãs e de desligar sete da rede por três meses, a batalha jurídica está lançada. “Revisão do átomo sem base jurídica?”, é o título do Handelsblatt. O Governo apoia-se na noção de Estado de emergência, para justificar a sua política. Mas na ausência de um verdadeiro Estado de emergência na Alemanha, esta iniciativa pode levar a um impasse. As empresas do setor energético anunciaram que vão “examinar rigorosamente a legalidade da decisão”. Esta tem pesadas consequências para o setor, explica o diário económico. Durante os três meses da moratória, a Eon, a RWE e a Vattenfall perdem cerca de 500 milhões de euros. No caso de as sete centrais serem paradas definitivamente, as perdas cifrar-se-iam em milhares de milhões; somas que o Governo, se perder uma batalha judicial, teria de re-embolsar às empresas.