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"Imigrantes, confronto Itália-França", titula La Stampa. As tensões entre Roma e Paris sobre os migrantes oriundos do Norte de África atingiram um novo patamar, a 7 de abril, depois de o Governo francês se ter recusado a reconhecer as autorizações de permanência temporária, dadas por Itália aos imigrantes que desembarcaram agora na Península, e de pretender continuar a re-enviar para Itália os migrantes que tentam entrar em França. Com uma duração de seis meses, as autorizações foram passadas para aliviar os centros de retenção italianos, completamente saturados. O diário de Turim refere o propósito do ministro do Interior, Roberto Maroni, segundo o qual França não pode expulsar os migrantes titulares de uma autorização de permanência sem suspender o tratado de Schengen, e lembra que, "há um tempo que se sente um clima de guerra fria entre os dois países, que se manifesta, essencialmente, na finança" — as pérolas da economia italiana (Edison, Parmalat e Generali) estão na mira dos investidores franceses — e repercute-se agora "na pele de milhares de migrantes tunisinos que falam francês e querem a França".