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“Os indignados invadem a rua”, é o título do diário El País, no dia seguinte às manifestações que tiveram lugar em cerca de meia centena de cidades e em que participaram milhares de pessoas. Foram convocadas através das redes sociais pela plataforma Democracia Real Ya, para protestarem contra as reformas económicas, tidas como “antissociais”, e postas em prática por um Governo “nas mãos dos banqueiros”, escreve o diário. Nascida em abril, nos meios universitários, a Democracia Real Ya “conseguiu trazer à rua muitos jovens unidos pela palavra de ordem ‘sem casa, sem trabalho, sem pensões, sem medo’”, explica El País, que acrescenta que o movimento publicou um manifesto em que fala “da inquietação e da indignação dos cidadãos perante as consequências da crise económica e face à resposta política que lhe foi dada”. *El Mund**o* destaca as semelhanças entre os protestos espanhóis e os da “primavera árabe”, porque “as pessoas, preocupadas com a corrupção política e a inércia perante a crise económica e social” revoltam-se, “gritando ‘não votem mais neles’”. “Este vigor da sociedade civil deve servir para que uma classe política que está cada vez mais fechada sobre si própria, reaja”, conclui El Mundo.