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Após a publicação do relatório da comissão de ética sobre o nuclear, criada pela chanceler Angela Merkel depois da catástrofe de Fukushima (Japão), o Süddeutch Zeitung sublinha que só restam "dez anos de energia nuclear". No texto, que lança as bases da nova política de energia da Alemanha e que foi aprovado de imediato pela coligação governamental, os peritos da comissão recomendam o encerramento, até 2012, da maior parte dos 17 reatores nucleares do país, a começar pelos mais vetustos – desligados da rede elétrica pouco depois de Fukushima – e a conservação de uma central depois dessa data, como reserva destinada a dar resposta a possíveis necessidades de eletricidade que não sejam garantidas pelas outras fontes de energia.

Este processo não seguirá um programa fixo e será, sim, adaptado à medida que se registem progressos em matéria de desenvolvimento das energias renováveis. Neste momento, o nuclear assegura 22% da produção de eletricidade na Alemanha. Este diário de Munique felicita a comissão por dois motivos. "A comissão elaborou um discurso sobre o nuclear mais imparcial do que qualquer outro anteriormente adotado. Por outro lado, foi muito além do simples abandono do nuclear. Porque não é simplesmente pela renúncia ao nuclear que este país ficará satisfeito."