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“O boicote aos legumes espanhóis estende-se a toda a Europa sem haver base científica”, é o título do diário El Mundo de 31 de maio, depois do alerta provocado pela chegada da bactéria E.coli à Alemanha, onde provocou 14 mortos e infetou mais de 1200 pessoas – até à data. Consequência: “as exportações espanholas de legumes diminuíram de forma drástica depois das acusações infundadas”, a 27 de maio, da ministra da Saúde do land alemão de Hamburgo, Cornelia Prüfer-Stocks, que apontou o dedo aos pepinos provenientes de Espanha como sendo os causadores da propagação da bactéria. Uma forma de boicote que “se tornou uma psicose europeia”, escreve El Mundo, segundo o qual cinco outros países – a Áustria, a Bélgica, a Finlândia, a República Checa e a Rússia – “travaram as importações espanholas” de legumes, apesar da “UE afirmar que o bloqueio não é justificado”. O jornal explica que o Governo espanhol já pediu uma indemnização a Bruxelas, “mas o mal está feito e aumenta todos os dias”, conclui. Querendo mostrar algum conforto, El Mundo mostra na primeira página a ministra da Agricultura do governo regional andaluz, Clara Aguilera, a comer um pepino numa exploração agrícola do sul de Espanha, afirmando que “podemos confiar nos nossos pepinos”.