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Saíram à rua em de dezembro de 1989, provocando a queda de Nicolae Ceausescu, mas de seguida muitos “falsificaram certificados de revolucionários”, de forma a beneficiarem da lei 42/1990, que concede muitos privilégios aos que podem provar que foram revolucionários. Serão entre 20 a 30 mil, “escolhidos cuidadosamente entre os milhões de romenos que se manifestaram nessa época”, explica o semanário Revista 22, que os classifica de “oportunistas da Revolução”, e saúda a intenção do primeiro-ministro Emil Boc em pôr fim a esses privilégios. “As reações dos revolucionários são violentas, explica o semanário, mas Boc não pode ceder quando vê todos os anos, 80 milhões de euros desperdiçados nesses privilégios. Tem razão em manter os feridos e herdeiros dos mortos a cargo do Estado” (morreram cerca de mil pessoas em dezembro de 1989). Perante os protestos das “vítimas” do primeiro-ministro, George Costin, secretário de Estado dos Problemas dos Revolucionários, afirma: “O mal já foi feito. Existe uma lei destinada a subornar pessoas. É demasiado tarde para voltar atrás.”