Lady Catherine Ashton pretende fundir os três departamentos de partilha de informação e criar uma central europeia única de informação, revela o euobserver.com. A chefe do Serviço Europeu de Acção Externa - o "ministério" dos Negócios Estrangeiros da União Europeia (UE) criado pelo Tratado de Lisboa - "pretende juntar num novo departamento o Centro de Situação Conjunto do Conselho da UE, a Capacidade de Vigilância do Conselho e o Núcleo de Crise da Comissão Europeia, para prestar apoio às decisões do SEAE em matéria de segurança". O Centro de Situação Conjunto "inclui uma célula de agentes dos serviços secretos apoiados pelas capitais da UE" e "reúne informação classificada enviada pelos Estados-membros". A Capacidade de Vigilância "faz o acompanhamento das informações provenientes das 23 missões policiais e militares da UE" e o Núcleo de Crise "gere um website seguro que contém notícias de última hora sobre os 118 conflitos existentes no mundo, provenientes de fontes diversas e das representações da Comissão no estrangeiro". O mandato do novo departamento ainda não é claro, mas este não terá operacionais infiltrados no terreno. Segundo uma fonte da UE, "a Bélgica e a Áustria propuseram isso [a criação de um departamento de serviços secretos da UE], depois de Madrid [o ataque terrorista de 11 de Março de 2004]. Mas ainda estamos a anos-luz de distância".
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