O facto de uma ministra alemã ter deixado que lhe roubassem o Mercedes blindado de serviço, durante as férias em Espanha, causou alvoroço. Os eleitores estão escandalizados e a ministra da Saúde, Ulla Schmidt, encontra-se sob pressão. "Toda a gente fala de um carro. Entretanto, 102 mil milhões de euros dos contribuintes desaparecem num banco", indigna-se o Tageszeitung referindo-se ao salvamento do Hypo Real Estate – à beira da falência – pelo Estado alemão, no Outono de 2008. A operação custou 1 200 euros a cada alemão e as circunstâncias em que foi levada a cabo continuam a não ser muito claras, o que levou à criação de uma comissão parlamentar de inquérito. "Em todos os casos em que as coisas são simples, a indignação faz-se ouvir", proclama o TAZ. "Mas, quando se trata de perceber o motivo por que foram parar a um banco 102 mil milhões, a opinião pública fica indiferente e ninguém põe o seu lugar em risco." E este diário de Berlim publica o seguinte título: "Desapareceram 850 000 carros de serviço – e ninguém se irrita."
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