"Os cidadãos perdem a paciência", traz o jornal espanhol Público em título, no dia a seguir aos diferentes protestos que tiveram lugar na Europa contra as medidas de austeridade. Portugal foi paralisado por uma greve geral, enquanto, em Itália, os estudantes desceram à rua em várias cidades para protestar contra a reforma da Universidade (atualmente em análise no Parlamento) e, no Reino Unido, se manifestaram mais uma vezcontra os cortes na educação e o aumento das propinas das Universidades. "A sensação de vulnerabilidade, de angústia e injustiça aumenta entre os cidadãos", que percebem que "as instituições democraticamente eleitas são ultrapassadas pelo poder predador do grande capital, que se move de um país para o outro à procura de benefícios imediatos", salienta aquele diário de esquerda.
Segundo ele, os dirigentes políticos estão a produzir "o maior retrocesso em matéria de direitos sociais da história europeia recente" e transmitem a "perigosa mensagem de sacrificar tudo, em vez de enfrentarem os que provocaram o desastre". O Público recorda a este respeito a iniciativa do ex-jogador de futebol Eric Cantona, que propôs recentemente uma "rebelião singular", pedindo aos cidadãos que retirem os seus depósitos dos bancos. Resumidamente, conclui o diário, "a raiva alastra".
