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Confiança, como fazer

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Publicado em 25 Junho 2010

O mundo surfa por estes dias em ondas causadas por duas cimeiras consecutivas: o G8, em Huntsville, e o G20, em Toronto, ambos em solo canadiano. Os Estados Unidos não conseguem disfarçar o seu descontentamento em relação às hesitações europeias para solucionarem as crises económicas que agitam os Estados-membros e desaprovam a tónica nos cortes orçamentais. Quanto aos países emergentes, repetem que isso de austeridade e regulamentação não se lhes aplica.

Perante eles, a UE volta a revelar a sua famosa incapacidade de falar a uma só voz e de encontrar consensos. De quem é a culpa? Segundo Michel Barnier, comissário para o Mercado Interno e Serviços, a palavra de ordem e a solução residem na confiança: tanto dos europeus em relação à União como a si próprios; mas também a confiança do resto do mundo no que diz respeito à UE.

E a fim de recuperar a confiança, necessitamos de uma boa governação, uma verdadeira regulação e um verdadeiro projeto económicos. Para os conseguir, o refrão continua o mesmo: "tirar as lições, agir coletivamente, alargar a linha do horizonte para que os cidadãos possam ter perspetivas". Se estes três pontos não forem concretizados, "a UE corre o risco de não estar presente à mesa dos que querem governar o mundo nos próximos 30 anos", afirma ainda o comissário. Belas palavras, na verdade. Mas para começar, a Europa podia apresentar-se unida nos encontros internacionais, já que não consegue ser homogénea, porque, como admite Barnier, "os nossos países não são uniformes, logo as medidas de austeridade não podem sê-lo também".

Iulia Badea Guéritée

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