Ultimamente, a ciência das alterações climáticas tem tido mau acolhimento na imprensa, reconhece o semanário The Economist. A revelação de que o IPCC [Painel Intergovernamental sobre as Alterações Climáticas] terá exagerado algumas conclusões sobre o aquecimento global "forneceram munições pesadas àqueles que duvidam da gravidade do problema". Contudo, a ciência do clima está sujeita a ambiguidades. "O vasto leque de consequências que prevê – de um ténue aquecimento da temperatura global de 1,1º C, até ao fim do século, aos infernais 6,4ºC – ilustra as incertezas". O que não liga bem com "as exigências das políticas". O slogan "Seis meses para salvar o planeta" obtêm mais apoio do que declarações comedidas sobre possíveis impactos das alterações climáticas. O Economistdefende que, apesar de o leque de consequências ser vasto, "os custos da prevenção das alterações climáticas são comparativamente baixos" para os Governos. "Tal como um chefe de família paga um pequeno prémio para se proteger contra calamidades, o mundo devia fazer o mesmo", conclui.
Apoie o jornalismo europeu independente.
A democracia europeia precisa de meios de comunicação social independentes. O Voxeurop precisa de si. Junte-se à nossa comunidade!