Instituições da UE

A nova aristocracia de Bruxelas

Publicado em 28 Maio 2012 às 13:19

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“Onde é que os ‘eurozjady’ (um neologismo polaco para “europeu” e “parasita”) nos vão levar?”, pergunta o semanário conservador Uważam Rze referindo-se à “casta” de funcionários das instituições da UE. Não só vivem na abundância – salários extraordinariamente altos, ajudas de custo, subsídios e cláusulas compensatórias milionárias, como afirmam fazê-lo “para o bem de todos nós, europeus”.

Nas últimas duas décadas, os burocratas que ocupam Bruxelas construíram um ninho bonito, quente e aconchegante onde vivem principescamente e sem stresses. Um funcionário europeu disse mesmo: “Nunca houve uma depressão em Bruxelas”.

Para além dos muitos privilégios e prémios, os eurocratas também estão protegidos por uma “imunidade blindada” incluída nos tratados da UE (e por isso mesmo irrevogável, já que qualquer alteração implicaria a renegociação dos tratados) que lhes garante imunidade não só enquanto ocupam o cargo na UE mas também depois de o deixarem de exercer.

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Esses sortudos que são funcionários da UE não têm de temer a pobreza. A UE gasta dinheiro com grande liberalidade, sem se preocupar com os custos ou com a opinião pública.

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