Parceria Oriental

Cimeira não resolveu as grandes questões

Publicado em 3 Outubro 2011 às 10:54

A cimeira da Parceria Orientalem Varsóvia, em 30 de setembro, não pode ser considerada um grande sucesso. “Aproximou a Arménia, o Azerbaijão, a Bielorrússia, a Geórgia, a Moldávia e a Ucrânia da UE – mas por alguns milímetros, não metros... O único sucesso foi – graças à Polónia – a Europa não poder agora esquecer o seu Leste, o seu outro pulmão",comenta o diário de Varsóvia, Gazeta Wyborcza.

O julgamento em curso da antiga primeira-ministra da Ucrânia, Julia Timochenko, acusada de abuso de poder, continua a representar uma nuvem no horizonte. De acordo com o Gazeta Wyborcza, o Presidente Viktor Janukovich "prometeu uma solução conciliatória" para aquilo que os observadores acreditam tratar-se de uma vingança pessoal contra a sua rival de longa data. Por seu lado, a Bielorrússia recusou-se a participar, depois de a cimeira ter emitido uma declaração a condenar as violações dos direitos humanos no país. Num gesto surpreendente, o primeiro-ministro polaco, Donald Tusk, anunciou um programa de ajuda de 9 mil milhões de dólares [12 mil milhões de euros] ao regime autoritário de Alexander Lukachenko, se este libertar os presos políticos e realizar eleições democráticas.

Para o Svenska Dagbladet, a cimeira não conseguiu impelir os Estados do Leste da Europa no sentido da introdução de reformas a troco de uma perspetiva de adesão à UE. O diário sueco alega que a União devia "visar diretamente" os cidadãos desses Estados com vistos mais barato e menos complicados, bem como através de apoios à sociedade civil. Isso, sim, poderia pressionar mudanças vindas de baixo.”

Para outro jornal polaco, o Rzeczpospolita, o encontro teve "pouca importância para a Europa". A maioria dos países europeus, "como a Bielorrússia, a Moldávia ou o Azerbaijão estão tão distantes do Velho Continente – mentalmente, que não geograficamente – como o Bangladeche ou a Guiana", lastima.

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