É hora de fazer política

Por medo ou por ignorância, os dirigentes insistem em combater os mercados financeiros com as armas deles. Mas na falta de recursos ilimitados para tal, vão ter de retomar as regras políticas, se querem vencer esta prova de força.

Publicado em 20 Outubro 2011 às 14:37

Desde o início da crise financeira e da falência de um banco relativamente pequeno, o Lehman Brothers, há poucos anos, os políticos encheram-se de medo. Medo de um inimigo que não conhecem e cujos códigos não controlam. Desde o início da crise financeira, a política procura entender as regras da banca, dos fundos de risco, das bolsas, dos especuladores. E não só. Tenta também vencê-los no seu próprio jogo.

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Opinião

Um pacto com o diabo

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Ao reforçar o Fundo Europeu de Estabilidade Financeira, “a Europa prepara-se para assinar um pacto com o diabo”, isto é, com as instituições financeiras que estão “à margem das leis”, assegura o analista financeiro eslovaco Valér Demjan no Hospodárske noviny. “A era das soluções racionais (a falência da Grécia em 2010) está ultrapassada, e as iniciativas não sistémicas de Bruxelas acabarão num desmoronamento mais violento.”

O FEEF, que não passa de uma solução para ganhar tempo e acalmar os mercados, não será suficiente para estabilizar a situação, assim como o Mecanismo Europeu de Estabilidade (MEE), que será provavelmente instaurado no próximo ano, em vez de 2013. Na medida em que os mercados não se contentam com as garantias e querem ver os verdadeiros recursos, representados por um FEEF alargado. Para o analista, está na hora de aplicar reformas estruturais agressivas, isto é, expulsar da zona euro os membros não fiáveis e colocar alguns bancos em falência.

Demjan critica igualmente a atitude dos bancos centrais, que “devem parar de imprimir dinheiro sem limite”. “A história está repleta de exemplos, que demonstram que a impressão de dinheiro nunca ajudou a resolver problemas de dívidas.” Se, ainda por cima, as agências de notação baixam a notação da França, a Alemanha estará pouco disposta a financiar todo o sistema de resgate, conclui.

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