Espanha participa no escudo antimísseis

Publicado em 6 Outubro 2011 às 12:06

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Depois da Turquia, da Polónia e daRoménia, a Espanha vai participar no escudo antimísseis da NATO e o local de instalação já foi escolhido. O título do Público diz que o primeiro-ministro, José Luis “Zapatero cede Rota”. No seu anúncio “surpresa”, feito em 5 de Outubro, em Bruxelas, o chefe do governo espanhol explicou que esta base naval, situada perto de Cádiz (sul), irá acolher 4 navios de guerra norte-americanos equipados com baterias antimísseis e 1300 soldados dos EUA, diz o jornal. O Público sublinha que a Espanha se torna assim uma “peça-chave na estrutura do sistema de defesa da Europa” e acrescenta que “os partidos de esquerda e os movimentos pacifistas rejeitam a decisão”.

Zapatero justificou-a, evocando a criação de vários empregos e os benefícios económicos para a região, precisa este diário de esquerda, que refere, com ironia a trajetória do primeiro-ministro, “da Aliança das Civilizações [iniciativa de paz] ao escudo antimísseis”, depois de se ter “oposto, em 2001, ao plano [de escudo antimísseis] de George W. Bush, apoiado [pelo seu antecessor conservador José María] Aznar”. Por último, o Público precisa que o dispositivo a instalar em Rota será “um dos três pilares” do escudo antimísseis balísticos, provenientes nomeadamente do Irão e da Coreia do Norte, que inclui um radar na Turquia e baterias terra-ar na Polónia e na Roménia. Estará operacional a partir de 2012 e ficará concluído em 2018.

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