O medo do “Diktat”

Publicado em 25 Setembro 2013 às 14:55

Após a vitória incontestável de Angela Merkel nas eleições do dia 22 de setembro, os círculos europeus em Bruxelas preocupam-se com a dimensão do seu poder no seio da UE, adianta o Süddeutsche Zeitung.

Segundo vários diplomatas citados pelo diário, “Angela Merkel é, sem dúvida, o número um, a verdadeira chefe do Conselho Europeu e não existe número dois, isto é, nenhum suplente.” Esta falta de contrapeso, explica um diplomata austríaco, deve-se nomeadamente à situação da França:

Devido à fraqueza do Presidente francês François Hollande, já não há ninguém para contrariar a política levada a cabo por Angela Merkel na Europa, e que defende sobretudo os interesses alemães. […] O que poderá, portanto, pedir um Presidente com fracos indicadores económicos e cada vez menos apoiado pelos seus eleitores?

A ideia de que “não existem alternativas” a Angela Merkel, na qual se baseia nomeadamente o grande sucesso da chanceler no seu próprio país, “passou também a circular em Bruxelas”, explica o diário. “Se Merkel […] quer alguma coisa, os outros devem aceitar”, resume um alto funcionário da Comissão Europeia.

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